Você sobreviveria a uma epidemia de zumbis?

Zumbis surgem do nada. Você sai para comprar pão domingo de manhã e a atendente tenta comer seu cérebro. Hora de correr.

O Zombie Survival Quiz foi feito para você que se preocupa com suas chances de sobreviver a este tipo de catástrofe e reclama de não ensinarem “sobrevivência a ataque de zumbi” na escola.

Com um pouco de paciência e o The Free Dictionary, as 52 perguntas deste questionário vão enquadrá-lo num ranking de A (você transmitirá sua experiência às futuras gerações) a F (você se transformará em zumbi logo no início da invasão) conforme sua capacidade física, sua inteligência, sua experiência com este tipo de evento e sua tenacidade emocional.

Para Mestres de RPG sossegados quanto à possibilidade de uma verdadeira epidemia zumbi, e preocupados com uma dinâmica inusitada para seus jogos, aí vai uma sugestão.

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Tragédia moderna e antiga: descubra a diferença

Nietzsche: moderno, demasiado moderno para seu tempo.


Há diferença entre a tragédia grega e a moderna? Em Introdução à tragédia de Sófocles (Jorge Zahar, R$ 23, 96 páginas), o filósofo alemão Friedrich Nietzsche responde com contundência que o conceito moderno de tragédia não é o mesmo dos antigos gregos.

Escritos em 1870, os capítulos que compõem o livro destinavam-se originalmente às aulas que Nietzsche, então com 26 anos, daria na Universidade da Basiléia. Embora distante do pensamento que o filósofo adotaria em sua fase madura de 1880, este volume ajuda a entender a formação do filósofo porque já apresenta os primeiros sintomas da crítica que ele faria ao idealismo em sua obra adulta.

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História de pirata em quadrinhos

Isaac o pirata: a versão brasileira, pela Conrad, é P&B.

Christophe Blain é um quadrinhista de boa cepa que alcançou sucesso estrondoso com Isaac Le Pirate. Os três primeiros de seus cinco volumes saíram no Brasil pela Editora Conrad (R$ 39,00).

Isaac le pirate: a edição francesa é colorida. Mas custa euros!!!

A gente pode acompanhar as histórias de Isaac e sua amante, Alice. Eles começam um nos braços do outro, separam-se quando Issac embarca para as Américas, e enfrentam desafios cada qual de um lado do oceano.

A separação provisória do casal acontece porque Isaac, pintor ainda desconhecido, deseja partir numa longa viagem marítima para desenhar longas séries navais. Alice fica para esperá-lo, mas, como toda moça bonita, se vê às voltas com charmosos pretendentes.

Enquanto isto, Isaac se engaja na tripulação de Jean Mão-Boba, capitão pirata obcecado pela idéia de explorar as terras gélidas do sul do globo terrestre. O restante da tripulação, como o médico Henri e marujos como Pesado, Ferro e outros, é muito marcante.

Christophe Blain narra as aventuras de Isaac e Alice de forma intercalada, variando entre elas com suavidade idêntica a de seus traços. Sem dúvida uma HQ de primeira, que vale mesmo a pena. Contudo… Sim, contudo…

A Conrad não revela ao leitor brasileiro que o volume que ela publicou traz apenas três dos cinco volumes da série. Nem menciona que, no original, Isaac Le Pirate é colorido, e que o branco e preto parece ser coisa própria da edição brasileira.

Descalços, violentos e famintos: bandeirantes no seu jogo

Bandeirantes de Ivan Wasth

Ameias, cavaleiros, castelos: uma hora cansam. Pistolas laser, sabre de luz e samurais revigoram? Nem sempre. Tem quem não suporte mais escolher entre a fantasia medieval e a ficção científica.

Para quem estiver na necessidade de uma mudança radical, o exemplar 34 da Revista de História da Biblioteca Nacional (Ano 3, nº 34, Julho 2008, R$ 8,9) oferece um oásis: um apanhado maravilhoso sobre os bandeirantes.

Na matéria Bandeiras mestiças, descobrimos que os bandeirantes eram moradores da vila de São Vicente (atual São Paulo capital, por assim dizer) que caçavam índios para usá-los como mão de obra na difícil tarefa de vergar aos portugueses os perigos da Brasil recém-encontrado.

A mescla de portugueses e índios na ocupação do território que hoje forma nosso país é explorada em três artigos, cada um dedicado a uma região.

No nordeste, bandeirantes baianos movem uma guerra de dizimação contra os tapuias para ocupar o sertão (Guerra aos tapuias).

No Piauí, Domingos Jorge Velho, o mesmo que combateu mais tarde o Quilombo dos Palmares, chefiou um povoado constituído de uma maioria esmagadora de índios (Piauí de paulista).

Já em Minas Gerais, temos o fenômeno das bandeiras a todo vapor. Os bandeirantes buscavam nos sertões mineiros tesouros, terras e índios (Sertão mineiro loteado à força).

Indios de Ivan WasthUma das matérias mais suculentas para RPGistas, Descalços, violentos e famintos, traz detalhes dos costumes dos bandeirantes, facilitando a construção de personagens do tipo em qualquer sistema de jogo.

Vemos lá suas ocupações (capitão, alferes-mor, capelão, tropeiro, índio guerreiro, escrava índia e mamelucos), habilidades (caça e pesca, comunicação por fogo, seleção de alimentos silvestres, etc.), estratégias de guerra (luta armada, dissimulação e escambo), armas (bacamartes, arcabuzes, arcos, facas, espadas), roupas (gibão de couro de anta, chapéus, etc.), perigos (índios inimigos, jesuítas, insetos, cobras, onças) e até comidas como cobra, formiga assada e outras iguarias, tudo complementado por um mapa e por desenhos de um dos maiores ilustradores de história que o Brasil já conheceu, Ivan Wasth Rodrigues, cujo talento você já confere nas figuras deste post.

Somos todos bandeirantes e Heróis em construção, dois textos que fecham o dossiê, abordam o uso da figura do bandeirante na construção da identidade paulista durante a República Velha, assunto que pode dar uma mão para quem quiser uma aventura de teor político na primeira metade do século 20 brasileiro.

Lovecraft on-line

Schizo-phrezy: simplicidade e loucura em jogo lovecraftiano

Schizo-phrezy: simplicidade e loucura em jogo lovecraftiano

H. P. Lovecraft se imortalizou com contos de horror cujos personagens enlouqueciam ao enfrentar seres horrendos. O mais famoso deles, Cthulhu, inspirou jogos como o cultuado Call of Cthulhu, o modesto Cthulhu Fhtagn e o engraçado Cthulhu in Rio do Phil.

O pessoal do AdultSwim, site gringo especializado em jogos e outras atrações on-line, destilou seus ímpetos lovecraftianos em Schizo-phrenzy, um jogo de plataforma que você não precisa baixar para jogar.

Em Schizo-phrenzy você controla John K. Facey, um investigador contratado para procurar um bebê numa grande cidade. Facey possui uma barra de sanidade que diminui com o tempo e quando ele encosta em criaturas bizarras.

A graça desta dinâmica fácil de entender é que, quanto menor sua barra de sanidade, mais criaturas infestam a tela. Sua única chance de livrar-se delas é matá-las com um pulo na cabeça ou com a ingestão de uma dose de remédio.

Combinando, portanto, uma mecânica antiga para matar os monstros, uma barra de energia lovecraftiana e muito bom humor, Schizo-prenzy transforma em webgame a pscicolodelia das obras de Lovecraft.